quinta-feira, 16 de abril de 2009

Deixando...

''1.Importante é a luz, mesmo quando consome;
2.A cinza é mais digna que a matéria intacta;
3.A salvação pertence apenas àqueles que aceitarem a loucura escorrendo em suas veias.''

1. Esses dias aqui são de reflexão, é certo!É na verdade uma luz já procurada há um tempo, um auto esclarecimento sobre esse acúmulo de sentimentos idos e vindos, emitidos e recebidos, e sobre o que fiz com tudo isso. Agora essa luz parece estar a um triz de ser totalmente acesa- se é que se pode semi-acender- depois de tanto consumir meus nervos. Porque preciso tanto dessas respostas? Nem eu sei ao certo porque tenho feito tanta questão disso, nunca foi uma coisa muito necessária. Essas dúvidas não atrapalham meu bem estar, nem meu bom humor, nada disso. Mas sempre estão vindo à tona, me exigindo enfim um veredito. Sei que não vou encontrar respostas exatas, enquadradras, essa não é a pretensão. O importante é que eu me ache na bagunça, não que eu arrume a bagunça. Não por agora, talvez 'nunca'.
2. Ah, sim...a cinza. Então, é melhor brincar com fogo e se queimar do que se manter inerte diante da vida. É como se eu enxergasse as emoções, os sentimentos do mundo flutuando no ar, e cabe a é a mim capturá-los, senti-los. Eu fiz, faço o tempo todo, por isso a bagunça. Normal né? E assim, tudo o que sinto pelos outros é uma tradução do fluxo de ar que pairava entre eu e a pessoa. As coisas que sinto agora é tudo que fiz com o que eles(bem específico esses eles, vale ressaltar) me ofereceram, tudo que captei no momento em que estive junto. Cabe a mim saber agora que diabos eu fiz, que coisas são essas. mas não estou me sentindo mal, pelo contrário, estou tipo ótima mesmo. Acho que minha vida tem sido uma sucessão de coisas tão boas, que tenho até medo de quando a motanha-russa tiver embaixo. 'Tudo vai passar'! Não há arrependimento, nem mágoa, não há choro, nem dramatização. Eu quis e prefiro toda essa imensidão, mesmo que consuma até virar cinza, do que estar seguro num ar rarefeito de sentimentos.
3. Nada de religioso nem bíblico nessa salvação. Roubei essa frase e a tornei totalmente subjetiva. Ou seja, cada um sabe do seu. A minha é essa: loucura pulsando. Nesse momento essa loucura não tem nada a ver com psicodelia, sexdrugs&rocknroll e muito menos com esquizofrenia. É estilo ''abrace sua loucura, antes que seja tarde demais'' . Sabe, abraçar aquilo que mais me transforma, me transporta, mas que sempre rola o medo de encarar. Se jogar...É fazer com que as coisas aconteçam do lado de fora, e depois deixar que elas aconteçam do lado de dentro, em mim. Sempre tem algo, ou alguém, ou alguéns, que é o nosso desequilíbrio, ou seja, nossa loucura. E aí, acho que tô salva no meu conceito.

Pensando bem agora, poderia inverter a ordem dos três conselhos por ordem de acontecimento. Aceitei a loucura, preferi a cinza, e agora estou encontrando a luz.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

desce mais uma, garçom.

Existe sim, a tentativa de ser o mais sincera e espontânea que posso. Costumo falar coisas que ás vezes todo mundo pensou, mas ninguém quis dizer. Falo muito, explico, conto, compartilho, solto piadas, ironias, diretas...Mas ainda assim, é impossível dizer tudo que se pensa, por vários motivos.
Imagina se eu decidir que durante o dia vou falar exatamente tudo que vêm à mente? Primeiro, nem tem necessidade, há pensamentos que só nos pertecem exclusivamente, essa é a graça de ninguém poder penetrar na mente do outro. Segundo, seria um caos. Não que o caos seja símbolo de algo ruim, mas é uma profusão de coisas insanas, imagens, gritos, idéias que é melhor ficar tudo no meu mundo. Terceiro, duvido que as pessoas são preparadas pra acessos de verdade, sem pudor algum. Imagem só que muitas pessoas consideradas loucas são aquelas que fazem ou dizem coisas que não temos coragem de fazer, agredindo a rotina. Ou aquelas pessoas que não compreendidas na sua inteligência.
Pois...quando digo em falar tudo é deixar minha confusão fluir, inclui declarar sentimentos escondidos, amores platônicos, rancores, expor feridas, gritar, discutir com alguns, falar do que não gosto em alguém, xingar. Tudo bem catártico.
Normalmente, faço um pouco disso tudo em doses moderadas de lucidez, como recomendam os médicos. Mas nem gosto de normalidade nem confio muito em médico.